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4 min de leitura

Por que a gente briga justamente com quem mais ama

Uma toalha esquecida no sofá, e de repente a conversa é sobre os últimos dois anos. Os sábios do Talmud tinham uma leitura curiosa sobre esse fogo.

Duas pessoas conversando com café na mesa

"Amor, a toalha molhada no sofá de novo?"

"E você, que deixou a louça ontem?"

"Eu? Você nunca me escuta, sabia?"

Dois minutos. Foi o tempo que o Rafael e a Bia levaram para sair de uma toalha e chegar numa viagem de dois anos atrás. Naquela noite os dois dormiram de costas um para o outro, cada um convencido de que tinha razão.

No meio do texto tem um convite para uma aula ao vivo sobre casal e família. Antes, a parte da toalha. Ver o convite ↓

Um colega de trabalho pode esquecer dez toalhas no sofá do escritório e ninguém liga. Com quem a gente ama, uma toalha vira incêndio. E a Torá tem uma explicação interessante para isso.

Ajuda ou oposição

Quando Deus decide criar uma companheira para Adão, o texto hebraico usa uma expressão esquisita: ézer kenegdô. Ézer é ajuda. Kenegdô pode ser "diante dele", mas também "contra ele". Os sábios do Talmud notaram a ambiguidade e explicaram assim: se o casal merece, o outro é uma ajuda; se não, vira oposição.

O que me chama atenção nessa leitura é que ela fala da mesma pessoa. Quem pode te ajudar mais do que ninguém é também quem pode ficar mais contra você, porque a energia entre os dois é grande. Brigar com quem a gente ama não prova que a escolha foi errada. Mostra que tem muita coisa ali precisando de direção.

O Talmud ainda traz outra imagem. Homem em hebraico é ish, e mulher é ishá. As duas palavras têm em comum as letras de esh, fogo. O que sobra é um yud em ish e um hei em ishá, e juntas essas duas letras formam um dos nomes de Deus. Quando existe algo maior entre o casal, dizem os sábios, a presença divina mora com eles. Quando isso sai, fica fogo com fogo.

Fogo em casa pode aquecer ou queimar. Depende do que está no meio.

Casamento, briga e reconciliação aparecem muito nas aulas do Wisdom Rush, ao vivo e de graça, todo domingo. Guarde seu lugar aqui se quiser trazer essas perguntas.

Uma aula por semana, ao vivo

Para continuar a conversa deste texto com um professor e outras pessoas curiosas.

  • Aula ao vivo no Zoom, em português
  • Domingos, 19h (Brasília). A primeira é em 1º de novembro
  • 1h a 1h30, e perguntas até a última
  • Gravação de cada aula
  • Grupo fechado no WhatsApp
  • Os 100 primeiros entram grátis, para sempre. Sem cartão.

Só nome e e-mail. Leva 30 segundos.

Restam95de 100 vagas grátis

Duas xícaras de café sobre a mesa

O que o Rabino Ginsburgh acrescenta

O Rabino Yitzchak Ginsburgh escreveu um livro inteiro sobre isso, The Mystery of Marriage, depois de muitos anos aconselhando casais. Duas ideias dele mudam o jeito de olhar a briga.

A primeira: a lógica do casamento não fica só no casal. Em qualquer relação existe alguém que dá e alguém que recebe, alguém que começa e alguém que responde. Então a gente vive pequenos "casamentos" o dia inteiro, com amigos, colegas, irmãos. O que se aprende em casa serve para tudo.

A segunda: cada um pode se dedicar a ajudar o outro a revelar o potencial que ainda está escondido nele. Nos ensinamentos dele, a conclusão é direta. Quem entra no casamento atrás só do próprio prazer encontra dificuldade. Quem procura elevar o outro e crescer junto constrói um lar bom.

Na prática, isso vira duas perguntas para fazer antes de abrir a boca.

O que eu estou precisando agora? A briga quase nunca é sobre a toalha. É sobre se sentir visto e cuidado. Dizer isso em voz alta ("eu queria sentir que você se importa") costuma desarmar o que uma acusação ia inflamar.

Estou falando para ganhar ou para ajudar? Ézer kenegdô não manda ninguém ficar calado. Às vezes ajudar é confrontar. A mesma frase, dita para vencer a discussão ou dita para o outro crescer, chega de um jeito totalmente diferente.

E vale pensar no que pode ser o "algo maior" de vocês. Para uns é a fé. Para outros é um projeto em comum, ou um ritual pequeno, como um jantar por semana sem celular em que cada um diz uma coisa que admira no outro.

Domingo seguinte

O Rafael vê a toalha no sofá. Antes de falar, percebe que está cansado e que queria chegar numa casa tranquila. É isso que ele diz. A Bia responde que também está exausta. A toalha vai para o varal, e os dois combinam um jantar sem celular no domingo. Não resolve tudo, mas muda o rumo da conversa.

Se vocês quiserem estudar isso juntos, o Wisdom Rush faz uma aula ao vivo por semana no Zoom, em português, com um professor que estuda há muitos anos a obra do Rabino Ginsburgh. A primeira é no domingo, 1º de novembro, às 19h de Brasília. Dá para assistir no sofá, lado a lado (de preferência sem toalha molhada). As primeiras 100 vagas são gratuitas para sempre e não precisa de cartão: inscreva-se aqui.

Reserve sua vaga grátis

A primeira aula é no domingo, 1º de novembro.

  • Aula ao vivo no Zoom, em português
  • Domingos, 19h (Brasília). A primeira é em 1º de novembro
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  • Gravação de cada aula
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  • Os 100 primeiros entram grátis, para sempre. Sem cartão.

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Rafael e Bia são personagens ilustrativos.